Madame Rouge

Produzido por uma das últimas propriedades familiares da região de Champagne, o Madame Rouge, que a Expand apresenta ao Brasil, traz em sua essência a tradição do espumante francês.

Os vinhos da região francesa de Champagne são naturalmente especiais, tanto pelas características do solo calcário e do clima frio, que conferem acidez especial as uvas, quanto pela história de superação dos vinicultores de uma terra que foi passagem para as inúmeras guerras que aconteceram na Europa ao longo dos séculos. Champagne também foi o cenário de uma bela história de amor. Em 1869, na pequena Epernay, aconteciam bailes no Château G.H. Martel. Conta-se que em um desses bailes uma dama trajada com um vestido rouge aguardava um único pedido de valsa – e o escolhido era o príncipe do Château. A bela mulher foi a fonte de inspiração para a criação de um champagne consumido na época apenas em reuniões especiais e presenteada com uma garrafa que reproduzia no rótulo o seu retrato. O champagne é o Madame Rouge, trazido exclusivamente pela Expand ao Brasil.

 

Hoje a vinícola Martel é uma das últimas propriedades familiares da região, sendo a 6ª maior produtora de Champagne e a 2ª com maior área de vinhedos próprios. Os vinhos são elaborados com as uvas Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier. Sobre a importância de comercializar seu produto no Brasil através da Expand o diretor comercial da Martel Jean Remy Rapeneau diz: “O mercado brasileiro para Champagne apresenta um crescimento muito rápido. De 2009 para 2010 as vendas aumentaram na casa de 50%. Sendo minha família um dos principais nomes da indústria de Champagne, não poderíamos ficar de fora desse mercado”.

 

Deste produtor a Expand destaca dois vinhos: o Madame Rouge Brut, com ótimo equilíbrio entre frescor e acidez e coloração amarelo dourado intenso e brilhante, e o Madame Rouge Rosé, de coloração rosa-salmão e com grande quantidade de pérlage persistente. No caso do Brut a combinação ideal são entradas como canapés, saladas e queijos, além de massas leves, carnes brancas, frutos do mar e peixes. Para o Rosé a harmonização aconselhada é caviar, ovas de salmão, canapés, frutos do mar, queijos de massa mole e peixe defumado.

Texto publicado na revista Expand News em agosto de 2011.

Uma era de glórias

Os premiados vinhos Seña e Chadwick evidenciam o reconhecimento de Eduardo Chadwick como produtor de vinhos nobres.

Em 1976 o mundo dos vinhos sofreu uma verdadeira revolução – até então apenas os produtores europeus eram considerados de alta qualidade e o resto do mundo era visto com certa desconfiança. Com o Julgamento de Paris tudo mudou, já que os californianos deixaram para trás alguns dos mais importantes representantes de Bordeaux e Borgonha. Em 2004, Eduardo Chadwick promoveu um evento semelhante ao de Paris para mostrar que os chilenos que produz se igualam e até superam a qualidade de franceses e italianos. Promoveu a primeira Cata de Berlim (ou Berlin Tasting) em 2004, uma prova às cegas de seus vinhos ao lado de produtores afamados. O resultado foi surpreendente: o Viñedo Chadwick 2000 ficou em 1º lugar e o Seña 2001 em 2º, à frente de Château Lafite e Château Margaux. O mundo não seria mais o mesmo também para os chilenos.


Seña e Chadwick

Eduardo Chadwick, também conhecido pelos vinhos Arboleda, assumiu a vinícola da família em 1983. Determinado a produzir um ícone do Chile, uniu-se a Robert Mondavi em 1990. Nascia assim o Seña. Depois de anos em busca do terroir perfeito, a propriedade do Viñedo Seña foi adquirida, no extremo oeste do Vale do Aconcágua. “O que diferencia o Seña é sua versatilidade, pois é um vinho que tanto pode ser guardado por bastante tempo como bebido mais jovem, pois é muito bem equilibrado e redondo. Vai bem com carne curtida no vinho tinto ou em molho madeira”, diz a sommelier Anna Rita Zanier.

Já o Viñedo Chadwick, localizado no Vale do Maipo, produz o vinho que representa uma homenagem ao fundador da vinícola, Don Alfonso Chadwick Errázuriz. “É o vinho da família, feito com as uvas dos melhores vinhedos”, continua a sommelier. “Trata-se de um vinho encorpado que tem estrutura e tanino, então deve ser harmonizado com um prato estruturado e com bastante sabor, como palleta de cordeiro ao forno com ervas ou com pernil de cordeiro ao forno.”

Texto publicado na revista Expand News em agosto de 2011.

Tradição varietal

O terroir de Mendoza, aliado a técnicas modernas de vinificação, dá origem aos especiais e premiados Viñalba.

Hoje a Argentina ostenta a quinta posição no ranking mundial de produtores de vinho, mas essa é uma realidade recente para nossos vizinhos, pois eles foram um dos últimos países do Novo Mundo a se preocupar com o mercado internacional, felizes que eram com o consumo interno. E se hoje os vinhos lá produzidos são tão apreciados o mérito é também de Hervé Joyaux Fabre, um francês nascido em Bordeaux em uma família tradicional no mundo dos vinhos que nos anos 1990 decidiu se fixar na Argentina e fundou a Domaine Vistalba, a primeira bodega boutique da região, que possui vinhas antigas de Malbec datadas de 1908.

Hervé acreditou no terroir local e foi o primeiro a fazer vinhos varietais de Malbec na Argentina – até então a uva era usada apenas como coadjuvante. Construiu uma bela vinícola em Vistalba, aos moldes dos châteaux franceses, rodeada pelos primeiros 37 hectares de Malbec, e hoje cultiva também Cabernet Sauvignon, Chardonnay e Merlot. Responsável pelos elegantes vinhos Fabre Montmayou, Hervé decidiu desenvolver uma nova variedade de vinhos em Mendoza e na Patagônia.

Lançados em 2008, os Viñalba já receberam diversos prêmios, incluindo os troféus IWC (International Wine Challenge), Medalha de Ouro nas avaliações da revista Decanter e do Concours Mondial de Bruxelles, e ainda foi considerada a melhor vinícola da Argentina no torneio International Wine & Spirit Competition (IWSC). “Hervé Fabre procurou fazer um vinho mais delicado, elegante e com fortes notas de frutas, notas essas que fizeram com que especialmente o Malbec ganhasse tantos prêmios e fosse considerado o melhor Malbec da Argentina”, conta Anna Rita Zanier, sommelier da Expand.

A Vistalba oferece uma variedade de exemplares expressivos, que combinam a pureza da fruta e a expressão da varietal com elegância, resultado do respeito ao terroir, da utilização de técnicas de vinificação modernas e do savoir faire de Hervé. A Expand destaca o Viñalba Reserva Malbec 2010, com taninos delicados e sedosos; o Viñalba Malbec 2010, para ser apreciado no dia a dia; o Viñalba Reserva Cabernet Sauvignon 2009, que possui aroma de groselha; e o Viñalba Reserva Merlot 2009, com taninos maduros e aromas de frutas vermelhas escuras.

*Texto publicado na revista Expand News de junho de 2011.

Corte preciso

Com cortes de uvas autóctones, a Bodegas Roda entrega vinhos excepcionais que só aumentam a fama de Rioja

“Rioja está para a Espanha assim como Bordeaux está para a França”, afirma Eduardo Viotti, responsável pela coleção O Mundo do Vinho, do Grupo Folha. Foi com essa certeza que Mario Rotllant e Carmen Daurella chegaram à região espanhola no início dos anos 1980 com o intuito de criar algo novo no mundo do vinho. Nascia a Bodegas Roda, vinícola butique (produz em pequena escala, com foco no terroir) localizada em Haro, na Rioja Alta, protegida ao norte pela Serra de Cantabria e a sudoeste pela Cordilheira Ibérica. Esses dois conjuntos de montanhas se unem pelo Montes Obarenes, por onde passa o rio Ebro em direção ao mar. É nessa confluência que está a Roda, onde os climas atlântico, continental e mediterrâneo contribuírem para que o mesmo vinhedo se comporte de maneira diferente ano a ano.

Ao todo a Bodegas controla 150 hectares de vinhedos em 28 ecossistemas diferentes com altitudes entre 380 e 650 metros. Todo ano é feito um mapeamento para que sejam selecionados os 17 melhores vinhedos para a elaboração dos vinhos. As uvas cultivadas são as autóctones Tempranillo, que dá origem a vinhos potentes e elegantes, com grande variedade de aromas e sabores; Graciano, de difícil cultivo, mas que origina vinhos com reflexos da cor púrpura; e Garnacha, que produz vinhos de alto teor alcoólico.

Desse produtor, a Expand destaca quatro vinhos: Roda Sela, denominação Crianza, muito frutado e com textura sedosa; Roda I Reserva, de cor rubi intensa, com notas de baunilha, cacau e tabaco e excelente persistência; Roda Reserva, de intenso aroma de frutas vermelhas e taninos abundantes e sedosos; Cirsion, que possui aromas complexos de frutas negras, terra úmida, violetas, chocolate e menta, eucalipto e fumo. Em geral, todos harmonizam com carnes vermelhas e queijos curados.

*Texto publicado na revista Expand News em junho de 2011.

Terroir argentino, tradição francesa

A vinícola Cuvelier los Andes se vale das lições históricas da França para criar um vinho clássico, mas com o vigor típico do Novo Mundo.

Desde que começou o trato de seus vinhedos, na região argentina de Mendoza, o produtor Cuvelier los Andes teve êxito. Isso porque por trás de uma vinícola jovem existe a tradição de um dos mais renomados produtores franceses, a família Cuvelier. Proprietários de alguns Châteaux de renome no país europeu, os Cuvelier resolveram expandir o estilo bordalês de fazer vinhos no fim do século 20 e trouxeram a paixão pela vitivinicultura para Mendoza.

Em 1999 foram plantadas as primeiras vinhas da vinícola que está na região do Vale de Uco, 120 quilômetros ao sul de Mendoza e aos pés da Cordilheira dos Andes. Entre os cuidados adotados está a alta densidade das vinhas, com 5.500 pés por hectare, o que favorece a produção de frutos com alta qualidade. A propriedade possui 65 hectares, dos quais 55 são cultivados, com terrenos 1.000 metros acima do nível do mar. A maior parte dos vinhedos é de Malbec, a uva que se adaptou melhor na argentina que em sua terra natal, mas há também Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah e Petit Verdot.

Apesar de considerada jovem, a vinícola já recebeu excelentes críticas da Wine Spectator e de Robert Parker. Desse produtor, a Expand destaca três vinhos: Cuvelier los Andes Colección, que possui aromas de frutas muito maduras esmagadas, mocha e chocolate escuro, além do aroma de pele animal e especiarias; Cuvelier los Andes Grand Malbec, vinho de grande delicadeza, com aromas de ameixas maduras, especiarias e de longo final; e Cuvelier los Andes Gran Vin, de cor rubi intenso e com aromas defumados, de especiarias, cerejas pretas e groselha negra. Todos têm graduação alcoólica de 15% ou mais e acompanham carnes vermelhas assadas, caça, cordeiro e queijos curados.

*Texto publicado na revista Expand News de maio de 2011.

Nas Drówia!

A polonesa Pravda, chamada a joia das vodkas, é uma imperdível exceção em meio aos grandes vinhos do portfólio da Expand.

Conta a história que desde que o rei Augusto III assinou um decreto que deu direito exclusivo à nobreza polonesa de destilar e vender vodka, os ensinamentos sobre a arte da bebida ficaram restritos a anciãos que comandavam as destilarias. Justamente um grupo de idosos foi o responsável pela descoberta de uma vodka especial, a Pravda, extremamente macia, pura e aromática. O ano era 1743, no sul da Polônia, nos Montes Cárpatos, aonde se chegou à conclusão de que a qualidade era determinada não apenas pela destilação do álcool, mas principalmente pela pureza da água.

A água que compõe a Pravda vem direto da fonte, não passa por tubulações, é levada à destilaria por caminhões tanques e se origina em uma parte da montanha onde não é permitida a entrada de pessoas. Depois é submetida a um processo de filtragem para que aromas indesejados sejam eliminados. Outro aspecto relevante é que a Pravda passa por um sistema único e patenteado de destilação em cinco etapas, o que a torna extremamente macia. Também os grãos de centeio doce vindos de Wielkopolska, dos quais a bebida é feita, elevam a qualidade e conferem sabor suave. Para se ter ideia, o preço do grão de centeio é dez vezes mais caro que os grãos comuns e rende apenas 1/3 do que os outros renderiam. Por isso, diz o produtor, fazer vodka de centeio custa 30 vezes mais.

Junte a essas particularidades cuidados como a dupla lavagem da garrafa (que se destaca pelo gargalo esguio com uma pedra roxa incrustada) e o fato de passar por um rigoroso padrão de qualidade atestado por oito provadores experientes e fica fácil entender por que essa bebida é chamada de joia das vodkas e reservada para momentos especiais. Com teor alcoólico de 40%, aconselha-se ingerir gelada e harmonizada com ingredientes fortes.

*Texto publicado na revista Expand News em maio de 2011.